Política

EXPECTATIVA

Indicado ao STF pode esvaziar Ficha Limpa

Indicado ao STF pode esvaziar Ficha Limpa

Redação

03/02/2011 - 00h00
Notícia sem imagem

O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux definirá o destino da Lei da Ficha Limpa. Com a votação empatada em 5 a 5 no STF, caberá a Fux dar o desfecho ao caso, definindo o rumo de políticos que poderiam ser eleitos, mas foram barrados pela Justiça Eleitoral.

Fux nunca se manifestou sobre o assunto, até porque não passava pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, pessoas que acompanham a trajetória do ministro, incluindo colegas de magistratura e advogados, arriscam que ele será contrário à possibilidade de fatos anteriores à aprovação da lei serem usados para impedir a candidatura de políticos. Se confirmado esse prognóstico, a aplicação da lei será esvaziada.

Nesse caso, o Supremo teria de enfrentar outro imbróglio: tirar parlamentares do cargo para dar posse àqueles que foram barrados pela Lei da Ficha Limpa.

A chegada do ministro também permitirá o julgamento de duas ações polêmicas de interesse direto de seu principal padrinho na campanha pela cadeira no STF, o governador do Rio, Sérgio Cabral. A primeira pede o reconhecimento de direitos previdenciários de casais homossexuais. A segunda contesta a distribuição de royalties do petróleo.

Como os assuntos despertam muita discussão, o Supremo somente deverá julgá-los quando o quórum estiver completo, ou seja, após a posse de Fux. Ontem, a presidente Dilma Rousseff indicou-o para a vaga, que surgiu em agosto com a aposentadoria de Eros Grau. Para tomar posse, ele terá de passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Posteriormente, terá de ser aprovado pelo Senado. A expectativa é que Fux tome posse em março.

Pressa

O presidente do STF, Cezar Peluso, disse anteontem que iria pedir ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para acelerar o processo de aprovação do nome de Fux. Peluso quer que a aprovação ocorra o mais rápido possível para que o ministro possa julgar os casos que demandam quórum completo.

Na ação sobre os royalties do petróleo, o governador do Rio afirma que a lei que definiu a distribuição pode causar impacto bilionário na economia do Estado. Segundo ele, os alegados prejuízos podem comprometer a oferta de serviços públicos, de implementação de infraestrutura e a geração de empregos. A lei, de 2010, permite a exploração do pré-sal pela Petrobrás, sem licitação.

Na ação sobre os direitos de casais homossexuais, Cabral pede que o STF aplique o regime jurídico das uniões estáveis às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis.

articulação

Rogério Marinho diz que vai procurar Lula e STF se for eleito presidente do Senado

Senador disse que é possível fazer uma agenda comum entre os Três Poderes

06/11/2026 19h00

Senador Rogério Marinho

Senador Rogério Marinho Foto: Ton Molina/Agência Senado

Continue Lendo...

crise

Senado do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña por unanimidade

Presidente tinha renunciado na quinta, após escalada da crise financeira e política provocada pelo colapso do Ueno Bank

06/11/2026 18h38

Santiago Peña

Santiago Peña Foto: Reprodução / X

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).