Política

ATÉ DEZEMBRO

Dilma pretende visitar países sul-africanos

Dilma pretende visitar países sul-africanos

Redação

06/04/2011 - 07h50
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A partir deste mês, a presidenta Dilma Rousseff deve intensificar sua agenda de viagens internacionais. Segundo assessores, as atenções serão concentradas na política regional. Os planos iniciais são visitar Santiago, no Chile, e Assunção, no Paraguai. O objetivo da presidenta é ir a todos os países sul-americanos até dezembro. Após retornar da China no próximo dia 15, ela vai começar a organizar a série de visitas.

No que depender de Dilma, as agendas bilaterais reunirão os temas políticos, econômicos e sociais em uma pauta única. Por todos os países que pretende visitar, ela quer defender que a área social é fundamental para o desenvolvimento equilibrado da região. Por orientação da presidenta, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, visitou antes dela a Argentina, a Venezuela, o Chile, a Bolívia, o Paraguai, a Colômbia e a Costa Rica.

Uma das propostas em estudo pela equipe de Dilma é mostrar, nessas visitas à América do Sul, os resultados positivos dos programas de transferência de renda no Brasil. O exemplo deverá ser o Bolsa Família, que atende cerca de 60 milhões de pessoas. O destaque da experiência brasileira, segundo especialistas, está na parceria entre órgãos públicos e privados.

Ao assumir o governo em janeiro, Dilma avisou a assessores que pretendia visitar, em uma etapa inicial, além da Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Peru. A primeira visita foi à Argentina, a segunda a Portugal e na próxima semana, ela segue para a China. Mas os planos, de acordo com assessores, foram apenas parcialmente modificados.

No fim de janeiro, ao visitar a Argentina, a presidenta seguiu acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores que atuam nas áreas econômica, de ciência e tecnologia, defesa e social, indicando a relevância da viagem.

Na Argentina, o objetivo foi fortalecer os laços políticos e econômicos sustentados em 22 projetos comuns desenvolvidos pelos dois países – nos setores nuclear, espacial, de material de defesa e coordenação macroeconômica, além de construção de obras. O comércio entre o Brasil e a Argentina em 2010 registrou US$ 32,9 bilhões – favoráveis ao Brasil. Os materiais industrializados são a base comercial.

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