A semana promete agitar a Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul principalmente nos bastidores. Deputados estão incomodados com a tranquilidade - pelo menos aparente - como está sendo conduzido o processo de indicação do nome do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em substituição à ex-deputada Celina Jallad, que faleceu.
Por isso, a cobrança deverá ser intensa para que o assunto seja colocado em discussão.
Dois nomes estão de olhos voltados para a cadeira vaga. A senadora Marisa Serrano, do PSDB, e o deputado estadual Antônio Carlos Arroyo, do PR.
A vaga é da cota do Parlamento estadual mas, como as lideranças de todos os matizes fazem questão de frisar, isso não signifca que tenha de ser um deputado o indicado.
Se Marisa não se importa de trocar praticamente quatro anos de mandato para um cargo técnico isso é uma questão de foro íntimo. Porém, sabe-se que não é à toa que o empresário Antonio Russo, suplente da tucana, está mais do que aflito para ocupar a vaga no Senado.
Nos bastidores fala-se que o governador tem desejo de ver Marisa na Corte fiscal. Isso tudo com olhos voltados para o futuro político. Com ela fora do páreo, o PSDB - um eterno coadjuvante - perde o pouco que existe de liderança em seus quadros.
Mas, afinal, como dizia Shakespeare em uma de suas obras: "Há mais mistério entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia".