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Ministros negam uso de avião de empreiteira

Ministros negam uso de avião de empreiteira

Redação

23/08/2011 - 00h01
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O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, divulgou nota ontem (22) negando que tenha utilizado avião de uma empreiteira para viajar pelo país no ano passado, quando era ministro do Planejamento no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A acusação foi feita em reportagem da revista Época desta semana.

De acordo com a reportagem, a mulher de Paulo Bernardo, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também teria utilizado o mesmo avião, um turboélice King Air, prefixo PR-AJT, durante sua pré-campanha para o Senado. Gleisi também negou as acusações, por meio de nota divulgada pela Casa Civil ontem.

O ministro foi chamado ontem ao Palácio do Planalto para uma reunião com a presidente Dilma. O encontro dos dois não estava previsto na agenda de Dilma, nem do ministro. Na nota, Paulo Bernardo diz que as acusações são “inverídicas, são de grande irresponsabilidade as ilações que tentam fazer sobre meu comportamento como Ministro de Estado e o uso de aeronaves particulares. Esclareço que jamais solicitei ou me foi oferecido qualquer meio de transporte privado em troca de vantagem na administração pública federal".

O ministro explicou no texto que em 2010, ele participou, nos fins de semana, feriados e férias, da campanha eleitoral no Paraná. "Para isso, utilizávamos aviões fretados pela campanha, o que incluiu aeronaves de várias empresas, que receberam pagamento pelo serviço. Não tenho, porém, condições de lembrar e especificar prefixos e tipos, ou proprietários, dos aviões nos quais voei no período", disse o ministro.

A nota divulgada por Gleisi também atribui à campanha a utilização do avião. Ela nega que tenha utilizado aviões de particulares ou de empresas no exercício do cargo público e diz que, durante sua campanha para o Senado, utilizou para deslocamento avião fretado, com contrato de aluguel.

De acordo com a reportagem, o avião pertence ao empresário Paulo Francisco Tripoloni, dono da Construtora Sanches Tripoloni. De acordo com a revista, somente no ano passado a empresa recebeu R$ 267 milhões do governo federal e é apontada pelo Tribunal de Contas da União como executora de obras com superfaturamento.

Paulo Bernardo disse na nota que "não existe relação entre o exercício do cargo de Ministro do Planejamento e fatos decorrentes da execução de obras públicas no estado do Paraná".

O ministro acusou a revista de, nos últimos meses, investir em "insinuações indevidas", contra ele e sua mulher. "A revista Época fez, nos últimos dois meses, quatro matérias em que cita a mim ou a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, com insinuações indevidas, algumas de forma absolutamente gratuita, sem me ouvir".

Na nota, o ministro diz que "estou e sempre estive à disposição do Congresso Nacional para a prestação de quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.

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