O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), não tem nenhum compromisso com a candidatura do ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT). Ele evitou condenar suas declarações de ter feito acordo com o PMDB para concorrer à prefeitura.
Para Nelsinho, Dagoberto terá de entrar no fim da fila para ser submetido às regras impostas no partido para escolha do candidato. E essas regras incluem ter o desempenho avaliado por pesquisas qualitativas e quantitativas.
Somente pelo PMDB, três nomes cobiçam o apoio de Nelsinho e do governador André Puccinelli (PMDB) para concorrer a prefeitura. Ainda da base aliada, pelo menos outros quatro pré-candidatos almejam disputar a eleição.
Segundo o prefeito, a candidatura de Dagoberto dependerá primeiro de seu ingresso no grupo dos aliados. "Ele tem que demonstrar esse interesse mais que a gente", ponderou Nelsinho. Em seguida, o ex-deputado deverá participar da construção do projeto conjunto dos governistas contendo melhorias para a cidade.
Por último, Dagoberto deverá submeter-se às pesquisas internas do PMDB, assim como farão os demais pré-candidatos do partido. "Aí ele está dentro do quadro", explicou Nelsinho.
Caso insista em seu nome para concorrer à Prefeitura de Campo Grande, Dagoberto não poderá contar com o apoio dos governistas. "Sendo oposição, falando com essa postura, aí fica difícil. Aí nós vamos nos enfrentar de novo", alertou Nelsinho, fazendo menção às eleições de 2004, quando Dagoberto foi seu concorrente e perdeu a disputa pela sucessão municipal. No pleito seguinte, o PDT apoiou a reeleição de Nelsinho.
O prefeito ainda comparou o desejo de Dagoberto em obter apoio do PMDB ao mesmo que ele próprio pedir respaldo do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT) e do senador Delcídio do Amaral (PT) à sua candidatura. "Como é que nós vamos apoiar uma pessoa que é adversária da gente?", questionou.
Aliado de primeira hora do PT nas eleições de 2010, Dagoberto surpreendeu, na semana passada, com sinais de aproximação com o PMDB. O plano dele é incluir o PT na aliança. A união começaria na sucessão da prefeitura da Capital e se reproduziria nas eleições de 2014.
O objetivo do ex-deputado é ser o candidato do grupo à sucessão de Nelsinho em troca do apoio do PDT ao senador Delcídio do Amaral (PT) na disputa pelo Governo do Estado e a André Puccinelli na corrida por vaga de senador. A ideia de Dagoberto, no entanto, não agradou nem petistas e nem peemedebistas.