Política

Câmara municipal

Audiência vai debater serviços de fisioterapia

Audiência vai debater serviços de fisioterapia

Redação

11/09/2011 - 00h02
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Na próxima quarta-feira (14), a Câmara Municipal de Campo Grande, estará promovendo uma audiência pública para debater a revisão dos honorários recebidos pelos serviços de fisioterapia e a elaboração de uma cartilha estabelecendo parâmetros para a fiscalização de clínicas pela vigilância sanitária. Será às 9h, no Plenário Edroim Reverdito. A proposta é do vereador Alex do PT.

De acordo com o fisioterapeuta João Leite, presidente da Associação dos Serviços de Fisioterapia de Mato Grosso do Sul (Asserfis/MS), o debate sobre os honorários pagos por serviços de fisioterapia é uma questão de saúde pública e de dignidade à carreira. “Em Campo Grande, a cada ano, cinco clínicas fecham por falta de condições de manter o negócio. E os profissionais que mantém suas clínicas abertas acabam tendo que atender um número muito maior de pacientes do que deveria, o que muitas vezes inviabiliza oferecer um atendimento de maior qualidade à população. Enquanto o Cofito [Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional] sugere que se atendam dois pacientes por hora, o profissional acaba tendo que atender até 10 pacientes por hora para sobreviver”, reclama.

As razões para essas dificuldades, segundo Leite, seriam duas: a alta carga tributária sobre as clínicas de fisioterapia e o baixo valor pago pelas sessões. “Hoje, a Prefeitura paga apenas R$ 5,28 brutos por uma sessão ortopédica de fisioterapia. No Estado, a Cassems repassa R$ 6,66. Sobre esses valores temos que recolher cerca de 17% em impostos. É quase impossível sobreviver assim, até porque, em média, 70% da receita de um fisioterapeuta vem dos convênios. Pelas nossas contas, o valor pago por esses convênios teria que ser de pelo menos R$ 15 brutos por sessão”, destaca. O valor corresponde a apenas 50% do que consta no Referencial Nacional de Honorários Fisioterapêuticos (RNHF).

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