Os 540.963 eleitores de Campo Grande por certo ficarão surpresos - e até na dúvida - com a presença, no mesmo barco (ou palanque) em 2012, de alguns políticos de braços dados com antigos adversários. O prazo fatal, na semana passada, para troca-troca de partidos fizeram surgir algumas situações até inimagináveis.
Um detalhe: discurso de oposição contra a situação,diante dos novos rumos de alguns desses políticos, tornou-se coisa do passado, quiça um simples equívoco. Vale ressaltar aqui que a recíproca também é verdadeira.
Para se ter uma idéia da situação, basta lembrar que peemedebista histórico jogou-se nos braços do PT, depois de uma breve passagem por uma outra agremiação. A estranheza nisso é porque as duas legendas vivem às turras, tendo como protagonistas o atual governador André Puccinelli e o ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT.
Pedetista também histórico rumou para o ninho dos tucanos (PSDB).
Antigos oposicionistas se tornaram situacionistas e vice-versa.
Isso para citar apenas algumas das filiações ocorridas envolvendo políticos e partidos bastante conhecidos.
A democracia tem dessas coisas.
Assim como hoje no país existem 32 partidos para os mais diversos gostos, existem também políticos que pouco se interessam pela linha programática da agremiação que representam. O que se viu foi um corre-corre para garantir espaço visando a disputa eleitoral. Uma situação na base do "se não tenho lugar aqui, lá vou ter".
É claro que generalizar seria uma injustiça. Existem políticos que realmente não deixam seus partidos por mais que os convites sejam tentadores. E há legendas sérias que realmente trabalham por mudanças e não se enveredam pelo caminho do aluguel.
A escolha ficará, é claro, sob a responsabilidade do cidadão. Vale lembrar que dos 540.963 eleitores de Campo Grande, as mulheres são em maior número - 288.457 - contra os homens - 252.506, 53,32% e 46,68%, respectivamente.