Política

BANCO CENTRAL

Presidida por Delcídio, CAE ouve Tombini

Presidida por Delcídio, CAE ouve Tombini

Redação

01/03/2012 - 00h00
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O senador Delcídio do Amaral presidiu, ontem (29), audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) quando o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, anunciou que o Brasil deve crescer 3%. Com essa taxa, segundo ele, o país cresce abaixo de seu potencial e leva o BC a reduzir a taxa de juros. A taxa Selic, que era de 12,5% ao ano em julho de 2011, caiu para 10,5% em janeiro de 2012.
 

Tombini apontou convergência do baixo crescimento com a redução da inflação, a qual, segundo as previsões do dirigente, deverá fechar este ano no centro da meta de 4,5%.

A redução da Selic segue a tendência internacional. Tombini afirmou que os bancos centrais responsáveis pela emissão das principais moedas de reserva sinalizam a manutenção de juros em patamares historicamente baixos. O Federal Reserve, dos Estados Unidos, por exemplo, projeta taxas de zero a 0,25% ao ano, até 2014.

Os programas de expansão monetária adotados pelos bancos centrais dos Estados Unidos, da Zona do Euro, do Reino Unido e do Japão alimentaram um cenário definido por Tombini como de "menor aversão ao risco" em nível global. Como consequência, acrescentou, houve retomada do fluxo de capitais para economias emergentes.

Mesmo assim, o presidente do Banco Central apontou fatores de risco, representados por endividamento excessivo das economias europeias, recessão na Zona do Euro, pouca força na recuperação dos Estados Unidos e redução do crescimento da China e dos países emergentes.

Para enfrentar turbulências, Tombini disse que o Brasil continuará adotando uma política baseada em metas de inflação, responsabilidade fiscal e câmbio flutuante.

A "moderna regulação do sistema financeiro nacional", disse, tem sido essencial para a estabilidade. Dirigindo-se a Francisco Dornelles (PP-RJ), Tombini afirmou que o Brasil deseja que o mundo adote a Basileia 3 — conjunto de propostas de regulamentação bancária das maiores economias do mundo, para reforçar o sistema financeiro após a crise de 2008.
 

Nosso sistema não terá dificuldade para se adaptar a esses regulamentos",  disse.

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