Os últimos números revelam que até às 17h, no horário da França, 71,86% dos franceses compareceram às urnas, uma mobilização menor do que no primeiro turno, no mesmo horário, e abaixo da taxa de participação nas eleições de 2007. Mas as urnas só fecham às 20h, no horário francês. O que está em jogo é a reeleição de Nicolas Sarkozy que está sendo apontado pelas pesquisas como perdedor. Ele ainda desperta uma antipatia muito grande entre os franceses, devido ao seu lado exibicionista e ostentatório, além de o balanço do governo não ter sido positivo. O contexto econômico não ajudou. Ele fez várias promessas que não conseguiu cumprir durante o mandato.
Enquanto isso, Hollande é criticado pela falta de experiência em cargos de responsabilidade, já que ele nunca foi ministro, por exemplo. Além disso, o programa dele preocupa os mercados pelas propostas que vão custar caro aos cofres públicos e que não levam em conta as exigências da União Europeia que nesse momento prega disciplina orçamentária para conter o déficit e diminuir a dívida dos países que integram o bloco.
Nas pesquisas de boca de urna, Hollande permanece favorito, mas a vantagem já não é tão folgada quanto antes. Logo após o primeiro turno, ele estava dez pontos à frente de Sarkozy. Em duas semanas, o presidente francês conseguiu mudar um pouco esse quadro. A última pesquisa divulgada mostrou que ele reduziu a distância em relação ao rival socialista para quatro pontos percentuais. Apesar dessa aproximação, os especialistas consideram a diferença muito grande para que o chefe de estado consiga vencer a eleição.