O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, reconhece em entrevista em vídeo ao iG que as obras do PAC do Saneamento estão aquém da execução esperada após cinco anos de investimento em 114 projetos - dos quais 60%estão atrasadas, conforme levantamento de dezembro passado elaborado pela ONG Trata Brasil. “Temos dificuldades na execução dessas obras”, afirma.
O diagnóstico serve de pano de fundo para a elaboração de um novo Plano Nacional de Saneamento, em gestação no Ministério das Cidades, com foco em grandes obras e não mais em investidas menores e isoladas que travam na lentidão dos municípios em executá-las. “O plano vai estabelecer as diretrizes do saneamento como um todo. Tem algumas áreas com estrutura mais deficitária e outras com uma situação melhor. A ideia é que esse plano possa implementar as ações que são necessárias seja em esgotamento sanitário, drenagem ou abastecimento de água”, diz Ribeiro.
Entre as mudanças na gestão do saneamento, previstas para este ano, o ministro indica que a União deixará a função de mera repassadora de recursos para uma posição na qual ela cobrará o andamento das obras sanitárias que serão incluídas no plano com a meta de “ter um resultado mais positivo”.