A uma semana de colocar no banco dos réus os 38 suspeitos de envolvimento com o esquema do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) dá os últimos retoques na organização do julgamento. Diante do interesse despertado pelo caso, a Corte preparou uma megaestrutura para acomodar acusados, defensores, assessores de ministros, jornalistas e populares.
A preocupação com a segurança das pessoas que irão acompanhar as sessões na Suprema Corte pautou as incontáveis reuniões que delinearam a logística do julgamento. Para evitar tumultos ou possíveis intimidações aos magistrados, a direção do STF restringiu o acesso ao tribunal.
Os réus e seus defensores, por exemplo, ingressarão no plenário por uma entrada exclusiva, pela lateral da Corte, para impedir contato direto com a imprensa e curiosos. Além disso, acusados e advogados irão portar um crachá branco que garantirá acesso diferenciado nas dependências do tribunal.
As defesas terão assentos reservados no plenário durante todas as sessões. O STF permitirá a presença de até três advogados por réu. Para garantir as cadeiras, entretanto, os defensores terão de reservar as vagas diariamente, até o meio-dia.