O pouco interesse dos partidos políticos no incentivo à participação feminina explica, em boa parte, o número reduzido de mulheres candidatas nesta eleição, em comparação à participação masculina, analisou ontem (3), em entrevista à Agência Brasil, a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, diretora da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e professora da Universidade Federal de São Carlos.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do total de 448.771 candidatos às eleições municipais deste ano em todo o país, as mulheres representam a terça parte (30,702%), ou 137.783, enquanto os candidatos masculinos somam 310.988, o que equivale a 69,298%.
Maria do Socorro explicou que a participação das mulheres na política, enquanto candidatas, tem aumentado no Brasil. “Mas é uma subida muito fraca”. Há, segundo ela, várias explicações para isso. Uma delas é que a mulher, de forma geral, entrou tardiamente na política. A participação eleitoral feminina começou em 1932, quando o direito ao voto foi concedido oficialmente às mulheres. Para ser elegível, porém, o processo foi mais longo.