Política

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Exército investiga pedido de propina de oficiais

Exército investiga pedido de propina de oficiais

Redação

09/02/2013 - 00h00
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Uma empresa do Paraná afirma que oficiais do Exército pediram propina para referendar a vitória numa licitação.

Segundo reportagem da revista "Veja", a cobrança de dinheiro foi feita ao Grupo Mascarello, fabricante de ônibus.

Sob a promessa de liberar pagamentos referentes à venda de 65 ônibus para o Batalhão da Guarda Presidencial, os oficiais exigiram 5% dos R$ 17,8 milhões da concorrência vencida pela Mascarello.

A empresa fez chegar o problema ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), que falou com ministro Aloizio Mercadante (Educação).

Após isso, a licitação foi referendada sem o pagamento de propina e o Exército abriu uma investigação ainda não concluída, segundo a revista.

À reportagem, Requião disse recebeu a denúncia no fim do ano passado. Segundo ele, um integrante da diretoria da Mascarello falou com ele sobre o assunto e ele repassou a denúncia a Mercadante.

A assessoria do ministro, por sua vez, afirmou à reportagem que recebeu a suspeita e a comunicou ao Comando do Exército.

"[Após a denúncia de Requião] o ministro [Mercadante] ligou imediatamente ao Comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, relatando o ocorrido", afirmou.

"Posteriormente, o comandante informou ao ministro que a empresa assinou o contrato sem qualquer dificuldade, dentro das regras da licitação, e que todas as pessoas citadas foram ouvidas. Posteriormente, a presidenta foi comunicada do fato, das providências tomadas e da pronta resposta do comandante do Exército."

A "Veja" não informa os nomes dos oficiais investigados. A reportagem tentou, sem sucesso, ouvir o Exército sobre a suspeita.

A compra dos ônibus para o Batalhão da Guarda Presidencial está inserida num dos projetos do governo do ano passado para aquecer a economia, o chamado PAC Equipamentos.

No total, o governo tinha a intenção de gastar R$ 8,4 bilhões com a compra de equipamentos em vários ministérios.
 

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