A despedida contida no título não significa que a Coordenadoria das Varas de Execução Penal está acabando, ao contrário, ela continuará sendo comandada por outro desembargador talvez até melhor do que o atual.
Devo uma satisfação aos leitores do Correio do Estado, já que este periódico disponibilizou duas edições para que explicássemos a postura do Estado de Mato Grosso do Sul em relação ao combate à criminalidade – especificamente o tráfico de substâncias entorpecentes e as consequências terríveis para sua sociedade – detentor do título não honorífico de ter a maior população carcerária do Brasil, em decorrência de sua incansável luta. Para entender: das 90 (noventa) toneladas de drogas apreendidas de janeiro a outubro do ano de 2012, o combatente solitário de crimes que interessam a toda Nação apreendeu em seu território, 80 (oitenta) toneladas, não custando relembrar que ficamos apenas com o ônus da custódia dos presos em nossos estabelecimentos penais, dos custos judiciais dos processos, além da responsabilidade social pela ressocialização e pelas famílias dos condenados que aqui aportam, considerando ainda que a grande maioria vem de outros Estados.