O PSC começará a transformar em bônus político a superexposição obtida com as polêmicas envolvendo o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O partido quer sair do papel de coadjuvante e promete apresentar nos próximos dias um candidato à presidência da República para 2014. “A decisão está tomada desde janeiro de 2011”, assegura o vice-presidente da legenda, pastor Everaldo Pereira.
Feliciano se colocou à disposição do PSC para ser o candidato, embora a orientação hoje seja para mantê-lo na disputa por um novo mandato para, sendo bem votado, eleger uma bancada maior. Hoje o PSC tem 17 deputados e um senador. O deputado Marcondes Gadelha (PB) e o senador Eduardo Amorim (SE) são cotados para a candidatura ao Planalto.
O partido, porém, quer se afastar das polêmicas que envolvem as declarações consideradas racistas e homofóbicas de Feliciano. “O PSC não é uma igreja nem um partido religioso. Nós nos norteamos por princípios cristãos”, afirmou Everaldo Pereira.
Novas polêmicas
Feliciano voltou a despertar polêmicas. Em vídeo divulgado na internet, ele diz que o ex-beatle John Lennon morreu como ‘castigo por querer ser mais importante que Jesus Cristo’. No mesmo culto, o pastor citou a morte da banda Mamonas Assassinas, causada por um acidente aéreo. “Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças”.
Feliciano receberá hoje novo apelo dos líderes na Câmara, mas já adiantou que não tem a intenção de renunciar.
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