Política

SEM DESVIO DE ROTA

Dilma nega que esteja em campanha para reeleição

Dilma nega que esteja em campanha para reeleição

Redação

23/04/2013 - 18h30
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A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje (23) que não começou a pedir votos porque é "impossível" comandar o país e disputar antecipadamente as eleições ao mesmo tempo.

"Eu não estou em campanha. Sabe por que eu não estou em campanha? Porque eu tenho a obrigação, durante 24 horas por dia, de dirigir o Brasil. E quero dizer o seguinte: é impossível, impossível, qualquer desvio dessa rota. Talvez a única pessoa com interesse nenhum em discutir o processo eleitoral na metade do seu governo seja eu", disse a presidente, logo após visitar uma exposição no Palácio do Planalto.

Questionada se a economia brasileira pode atrapalhar sua reeleição, a presidente disse que "tem muita gente torcendo para o Brasil dar errado". Um repórter perguntou então quem seria. "É só você olhar", desconversou a presidente.

Questionada se um deles seria o senador tucano Aécio Neves, principal nome da oposição para disputar a eleição contra Dilma, a presidente afirmou: "Não perguntei para ele, meu querido, aí é sua função".

Ela disse ainda que não está curiosa com o programa partidário do PSB, legenda do governador pernambucano Eduardo Campos, outro potencial candidato presidencial. "Cada partido tem direito de fazer seu programa. Não estou curiosa nem com o meu." O PSB vai usar o programa de TV, nesta quinta, para apresentar Campos e criticar indiretamente o governo Dilma.

Dilma voltou a falar sobre os "pessimistas", lembrando as previsões sobre racionamento de energia feitas no final de 2012.

"Eu estava desfrutando meus seis dias de descanso feliz da vida e eis que eu olho no jornal o seguinte: "vai ter racionamento no Brasil'. Quero avisar a vocês que como estou velha nessa atividade, eu já vi falar que ia ter racionamento no Brasil em 2006, 2007, 2008 e 2009. Depois eu saí do governo e não acompanhei mais. Agora voltaram em 2013. É uma absoluta irresponsabilidade e absoluto pessimismo e joga contra os interesses do país dizer que vai haver racionamento quando não vai."

Fraudes
Apesar de dizer ser possível contar nos dedos as moradias rachadas do Minha Casa Minha Vida, principal programa habitacional do governo federal, a presidente Dilma admitiu que "não há perfeição absoluta". Afirmou ainda que o programa não está imune a fraudes.

"A arte é estar atento, monitorando e obrigando a refazer. Não aceitando quando entregar errado, fiscalizando. Não há perfeição absoluta em 2 milhões e 400 mil [moradias]. O que é obrigação do poder público? É zelar pela qualidade, ficar em cima. Deu errado e vocês [jornalistas] contribuem quando denunciam", disse.

Sobre as fraudes, a presidente afirmou que "num programa desse tamanho, também podem ocorrer".

"A minha obrigação e a do governo é combatê-la [a fraude], assegurar casa da melhor qualidade possível. Nosso país tem ótimas tradições, mas tem tradições que não são muito boas, herdadas da escravidão, que acha que o povo brasileiro de baixa renda merece qualquer coisa. Eu não fui eleita para entregar casas de qualquer jeito para a população brasileira. Eu acho que o povo merece o que há de melhor."

Piso novo
A presidente afirmou que decidiu oferecer três tipos de piso aos beneficiários da primeira fase do Minha Casa, Minha Vida quando foram contratadas 1 milhão de moradas. Agora, o governo se prepara para contratar outras 2,4 milhões até 2014.

Serão ofertados piso de cerâmica, laminado em madeira ou manta vinílica. A ideia foi incluir alternativas mais fáceis de instalação, considerando que a maior parte dos imóveis já foi entregue e está ocupada. Essa solução, segundo a Caixa, atingirá 325.458 unidades do programa.

"Na primeira fase do programa os recursos não eram tão avultados, então o piso ficaria de cimento. Muitas vezes se usa piso de cimento em casas até sofisticadas. Nós estamos optando para fazer três tipos de piso", justificou a presidente.  

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