A primeira reunião aberta à população da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o sistema dos ônibus do Rio de Janeiro foi realizada na manhã de hoje (22) na Câmara Municipal. Todas as 120 senhas disponíveis para o público foram distribuídas. A segurança reforçada não impediu o início de brigas entre dois grupos.
No interior do plenário, onde ocorreu a audiência, os manifestantes contrários aos parlamentares que formam a comissão ocuparam o lado direito, enquanto do lado esquerdo estavam os militantes que apoiam a CPI, independentemente de quem a presida. Os dois grupos trocaram ofensas e chegaram a se enfrentar fisicamente no início da reunião e os seguranças tiveram de intervir. Um sapato e bolas de papel foram atirados nos membros da comissão.
O vereador proponente da CPI, Eliomar Coelho (PSOL) e o primeiro suplente da comissão, vereador Reimont (PT), estavam na Câmara, mas não participaram da audiência por considerarem ilegítima a forma que a comissão foi constituída. Segundo nota divulgada pela assessoria de Eliomar Coelho, não é legítimo que “um bloco parlamentar que representa 47% do total dos vereadores, assuma 100% das vagas”, embora a comissão tenha sido formada de acordo com o Regimento da Câmara.
O acampamento montado há 13 dias permanece em frente à Câmara. A Rua Alcindo Guanabara, por onde é feita a entrada para a Casa, permaneceu fechada por policiais durante toda a sessão. Um grupo denominado Baratox Controle de Pragas Políticas exibia baratas de papel que representavam a família do empresário Jacob Barata – que é o maior do setor de ônibus do Rio.