Um dia depois de dizer à Folha de S.Paulo que tanto ela quanto Eduardo Campos (PSB) são "possibilidades" para a disputa de 2014, a ex-senadora Marina Silva reafirmou ontem (09) que apoia a candidatura do governador de Pernambuco, mas evitou, novamente, responder diretamente se descarta a sua postulação à Presidência.
Questionada mais uma vez sobre essa possibilidade, ela respondeu indiretamente que quem "cassou" sua candidatura foram os cartórios eleitorais do país que, ao rejeitarem assinaturas de apoio apresentadas, inviabilizaram a criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade.
"Quando falei de possibilidades, estava dizendo que as candidaturas postas são possibilidades para o Brasil. A Dilma [Rousseff] é uma possibilidade para o Brasil, o Aécio [Neves] é uma possibilidade para o Brasil e o esforço que eu e o Eduardo estamos fazendo do ponto de vista programático é uma possibilidade para o Brasil, porque ninguém tem bola de cristal para determinar quem é que já é o presidente da República", afirmou Marina, reclamando do destaque que a Folha deu à sua declaração do dia anterior.
Na entrevista de anteontem, ela afirmou ao ser questionada se abandonava definitivamente a sua candidatura ao Planalto em 2014: "Para nós não interessa agora ficar discutindo as posições. Nós dois somos possibilidades e sabemos disso. Que possibilidade seremos o processo irá dizer e estamos abertos a esse processo".
Marina afirmou ontem que essa afirmação "não tem nenhuma razão" de virar manchete de jornal.
"Quem descartou minha candidatura não foi eu, mas os cartórios que cassaram o registro da Rede Sustentabilidade."