A presidente Dilma Rousseff fez questão de responder às críticas sobre a condução da economia do país pelo governo feitas pela ex-senadora Marina Silva, mentora da Rede de Sustentabilidade, albergada agora do PSB.
"Inflação sob controle, contas públicas absolutamente sob controle, inclusive com queda na participação do PIB (Produto Interno Bruto) de três itens do orçamento federal, a saber: previdência, (gastos com) pessoal e pagamento de juros. Quando que o Brasil teve entre US$ 376 bilhões e 378 bilhões de reservas (cambiais)? Por isso, queridos, nunca foi abandonado (o tripé econômico)", declarou aos jornalistas logo após participar em Salvador do ato de assinatura do contrato dos governos federal e da Bahia com o Grupo CCR, que venceu a licitação para construir e operar o metrô de Salvador.
Marina havia declarado em Recife, na segunda, que a marca da administração de Dilma na área econômica seria um retrocesso e que a condução da área vinha sendo feita com "alguma negligência em função da ansiedade política", achando que isso poria em risco as conquistas adquiridas desde o início da estabilização econômica iniciada no governo Fernando Henrique Cardoso.
Dilma deu a resposta sem citar Marina e deixou o local sem responder a mais perguntas. No discurso, durante a solenidade sobre a mobilidade urbana, não fez referências aos seus prováveis adversários diretos na campanha presidencial de 2014.
Usando a questão do metrô, optou por repetir críticas aos governos passados, anteriores à era petista, que, na sua visão, não teriam se preocupado em investir em transporte de massa.
"Durante muito tempo, no Brasil, o metrô foi obra de poucos, ou era tido como uma obra de país rico. Nós devíamos nos contentar com um sistema de ônibus e bondes. Verificamos que as cidades cresceram, as pessoas morando nas periferias, principalmente as mais pobres, e como o transporte público exigia e exige um volume de recursos significativos, foi sendo relegado. Não se fez metrô porque era coisa de país rico. O Brasil, na cabeça dessas pessoas, não sendo um país rico, não devia fazer metrô. Nós mudamos essa concepção. Metrô é coisa de país continental com grandes cidades espalhadas por todo o país", disse.