Política

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Comissão pede a Dilma que mude versão oficial sobre morte de JK

Comissão pede a Dilma que mude versão oficial sobre morte de JK

Redação

07/03/2014 - 07h00
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A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo pediu hoje à presidente Dilma Rousseff que seja atribuída à ditadura militar a responsabilidade pela morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek. As informações são da Agência Brasil.

A comissão, que desde o ano passado investiga a morte de JK, concluiu que a versão oficial sobre a morte do ex-presidente foi "forjada" durante a ditadura.

A versão oficial diz que JK morreu em agosto de 1976 em um acidente de carro na rodovia Presidente Dutra, quando o carro em que estava colidiu com uma carreta após ter sido fechado por um ônibus.

Após uma série de audiências durante o ano passado para investigar a morte do ex-presidente e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, a comissão decidiu declarar, em dezembro, que Juscelino sofreu um atentado político e foi, na verdade, assassinado durante a ditadura militar.

Um relatório sobre a morte do ex-presidente, produzido pela comissão e com a conclusão de que ele foi assassinado, também foi encaminhado à presidenta Dilma.
Além da presidente, também receberam uma cópia do relatório o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa; o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; e o coordenador da Comissão Nacional da Verdade Pedro Dallari.

"Kubitschek não perdeu a vida em um simples acidente de trânsito, conforme alegaram as autoridades do período militar com base em perícias feitas em 1976 e mesmo as que vieram depois", disse o vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Comissão Municipal da Verdade, por meio de nota.

"JK foi vítima de conspiração, complô e atentado político. Agora, queremos que as autoridades federais proclamem oficialmente o assassinato de JK, para que possamos alterar de uma vez por todas essa página vergonhosa de nossa história."
 

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