A Câmara Municipal de Campo Grande vai apurar o pagamento supostamente fraudulento de precatórios a três agentes comunitários de saúde de pouco mais de R$ 28 mil, que abriu rombo milionário nas contas da Prefeitura de Campo Grande, provocando atraso na folha salarial do funcionalismo público e com os fornecedores, conforme reportagem na edição de hoje 911) do jornal Correio do Estado. Ontem, o presidente do Legislativo, vereador Mario Cesar (PMDB), anunciou medidas para requerer do município a relação de todos os precatórios pagos desde o ano passado, por ordem cronológica, para investigar os privilegiados em prejuízo àqueles que aguardam na fila.
Por conta da irregularidade, o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador João Batista da Costa Marques, determinou no dia 31 de janeiro deste ano o bloqueio de mais de R$ 110 milhões da prefeitura para assegurar a quitação da dívida do município a mais de 200 credores prejudicados com a quebra da ordem cronológica para beneficiar os agentes comunitários. A reportagem é de Tavane Ferraresi e Roberta Cáceres.