Política

sobre André Vargas

Câmara arquiva pedido de investigação

Câmara arquiva pedido de investigação

Redação

07/04/2014 - 10h45
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A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara decidiu arquivar o pedido protocolado, na semana passada, pelo PSOL para que fosse aberta uma investigação sobre os fatos envolvendo o vice-presidente da Casa, deputado André Vargas (PT/PR), e o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal. De acordo com a assessoria da Mesa, a decisão foi motivada por requisitos regimentais, com falta  de detalhamento no ofício entregue pelo partido, e não indica qualquer indisposição da Casa em averiguar os fatos.

O PSOL informou que vai refazer o pedido, mas ainda não definiu em que formato o novo documento será entregue. Na tarde de hoje (7) parlamentares da legenda vão definir se reapresentarão um ofício com mais detalhes sobre as investigações ou uma representação com argumentos e provas para que a Corregedoria da Casa comece a investigar o caso.

O PPS, PSDB e o Democratas também sinalizaram que vão protocolar representação no Conselho de Ética da Câmara contra Vargas por quebra de decoro parlamentar.

Uma reportagem do Jornal Folha de S.Paulo, publicada na semana passada, diz que Vargas usou um avião do empresário para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagem de texto no início de janeiro. O parlamentar explicou, por nota, que é amigo de Youssef e negou envolvimento com os negócios do doleiro.

No discurso em plenário no último dia 2, Vargas voltou a negar envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, mas reportagem da Revista Veja desta semana revelou novos fatos com a divulgação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal em que Vargas promete ajudar Youssef em contratos que o doleiro pretendia fechar com o governo federal na área da Saúde.

As investigações apontam suspeitas de que Yousseff e Vargas sejam sócios no Laboratório Labogen e que o parlamentar usou jatinho particular pago pelo doleiro em janeiro deste ano para uma viagem particular.

A Operação Lava Jato foi deflagrada no último dia 17, em seis estados e no Distrito Federal. Mais de 20 pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema de lavagem de dinheiro que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 10 bilhões. Um dos presos foi o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

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