Política

ELEIÇÕES 2014

Mais de 200 candidatos não completaram ensino fundamental

Mais de 200 candidatos não completaram ensino fundamental

Redação

22/07/2014 - 13h45

A exemplo do deputado federal Tiririca (PR-SP), que concorre à reeleição, outros 253 candidatos nas eleições deste ano declararam saber apenas ler e escrever -ou seja, que não completaram nem sequer o ensino fundamental. O número representa 1,02% do total de 24.899 candidatos à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Em 2010, a votação de Tiririca foi a maior do país: 1,3 milhão de votos. Eleito a partir de uma campanha baseada no humor, ele provocou polêmica ao divulgar sua candidatura usando o bordão "pior que está não fica", numa referência à imagem do Congresso. Também precisou lidar com a suspeita de que seria analfabeto, condição vetada a candidatos. Depois de eleito, foi submetido a um teste de alfabetização no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo e passou.

No ano em que Tiririca foi eleito, 132 (0,586%) dos 22.538 candidatos declararam saber apenas ler e escrever. Os analfabetos são considerados inelegíveis no Brasil. Para disputar um cargo eletivo, é preciso pelo menos saber ler e escrever. De acordo com as estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o maior percentual de candidatos nessa condição está entre postulantes a deputado estadual: 182 (1,12%) dos 16.235 homens e mulheres que concorrem às Assembleias Legislativas apenas leem e escrevem. Entre os que disputam uma vaga na Câmara dos Deputados, 65 (0,96%) de um total de 6.749 não frequentaram o ensino fundamental.

Um dos 181 candidatos ao Senado está nessa condição. É Moacir Cruz dos Santos, o Bila (PPL-SE). Ele é servidor público municipal. Não há candidatos nessa situação entre os que disputam a Presidência da República e governos estaduais. A maioria dos candidatos (45,84%) declararam ter ensino superior completo. Neste caso, o maior percentual está entre os que disputam a vice-presidência da República: 100% concluíram o ensino superior. Entre os onze candidatos à Presidência, o metalúrgico José Maria de Almeida (PSTU) tem o ensino médio completo e o jornalista Levy Fidelix (PRTB) possui ensino superior incompleto. Os outros nove concluíram o ensino superior. Em São Paulo, o empresário Paulo Skaf (PMDB), candidato ao governo, corrigiu a informação sobre sua escolaridade na Justiça Eleitoral. No registro, disse ter curso superior completo. Depois, retificou para incompleto, porque não concluiu a graduação em administração.

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