O candidato ao Senado Federal pela coligação “Mato Grosso do Sul com a Força de Todos”, Ricardo Ayache, recebeu na noite desta quarta-feira (30) em seu escritório eleitoral um grupo de mais de 100 enfermeiros e enfermeiras para um debate sobre a saúde pública do Estado.
O candidato destacou que os profissionais de enfermagem já padecem historicamente com o desgaste físico e emocional inerente do trabalho e não podem mais sofrer também com a baixa remuneração e o desprestígio social, principalmente por se tratar de uma categoria que dedica-se ao cuidado da vida e do bem-estar das pessoas. “A maioria dos enfermeiros e enfermeiras precisa se alternar em três empregos, virando turnos de 48 a 72 horas para ganhar um salário suficiente para sustentar a família. Isso é uma desumanidade! Não podemos nos esquecer que enfermagem valorizada é sociedade bem assistida”, disse Ayache.
Reivindicações
Entre as principais reivindicações da categoria, estão a jornada de 30 horas, o piso salarial e a aposentadoria especial, além de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Ricardo Ayache afirmou que considera um absurdo o Senado Federal não ter ainda uma Comissão Especial de Saúde e que será um dos principais incentivadores da criação do grupo de trabalho e do Projeto de Lei Complementar (PLP 321/2013) que destina um montante igual ou superior a 10% do Produto Interno Bruto a ações e serviços públicos da saúde no Brasil, o ‘PL Saúde Mais Dez’.
“Quero desenvolver um debate que garanta a destinação de um percentual maior do PIB para a saúde no nosso País e uma gestão mais eficiente desses recursos”, disse. “A ideia é trabalhar para defender serviços públicos melhores, com mais acesso ao cidadão, com financiamento adequado, suficiente e definitivo. E isso passa por condições dignas de trabalho aos profissionais de saúde também”, defendeu.
“Precisamos acabar com a ‘ambulanciaterapia’. É inaceitável as pessoas terem de vir à Capital para fazer um simples ultrassom ou exame de Raio-X, sobrecarregando a rede e gerando mais gastos aos municípios”, disse.