Política

CANDIDATO AO GOVERNO

Pesquisa revela que Saúde não é prioridade do Governo do PT, afirma Reinaldo Azambuja

Estudo revelou que 92% julgam serviços de saúde como péssimos, ruins ou regulares

Redação

03/09/2014 - 11h00

Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada entre os dias 3 e 10 de junho, em todo o País, incluindo Mato Grosso do Sul, revela que os serviços públicos e privados de Saúde no Brasil são péssimos, ruins ou regulares para 92% dos brasileiros.

O estudo ainda deixa claro que a Saúde não é uma das prioridades do Governo do PT, alerta o candidato a governador Reinaldo Azambuja (PSDB). A pesquisa do Datafolha mostrou que a população brasileira está insatisfeita com todos os aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS). A fila de espera, a dificuldade de acesso aos serviços públicos e a gestão dos recursos estão entre os principais problemas apontados pelos entrevistados.

Entre as pessoas que responderam, mais da metade contou que é difícil ou muito difícil conseguir acolhimento, especialmente cirurgias, atendimento domiciliar e procedimentos específicos, como hemodiálise e quimioterapia. Conforme a pesquisa, homens com idade de 25 a 39 anos, com nível superior e moradores das regiões Norte e Centro-Oeste são os que pior avaliam os serviços públicos.

Caos em Mato Grosso do Sul

Para Reinaldo, o caos na saúde pública de Mato Grosso do Sul se intensificou com a má gestão e o descaso dos últimos governantes. “PT e PMDB não conseguiram entregar à população de MS, nos últimos 20 anos, uma saúde mais próxima das pessoas”, lamentou.

“Não priorizaram a saúde, que hoje é o nosso maior problema. Nós temos uma Capital que recebe 50% dos atendimentos de saúde do Estado. Tem gente morrendo na fila dos hospitais, tem gente perambulando de ambulância pelas rodovias por falta de atendimento”, completou.

Nas ultimas gestões do PT e do PMDB em Mato Grosso do Sul, a Saúde perdeu mais de R$ 1,2 bilhão. Esse valor deixou de ser investido desde a criação da Lei do Rateio, no governo de Zeca do PT.

Informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) ainda apontam que Mato Grosso do Sul não tem investido 12,5% de seu orçamento anual na Saúde, conforme determina a legislação. Apenas 8% são aplicados no setor.

Pesquisa

A pesquisa do Instituto Datafolha foi encomendada pelo CFM e pela AMP. A abrangência do estudo foi nacional e incluiu regiões metropolitanas e cidades do interior das cinco regiões do país. Ao todo, 2.418 pessoas foram ouvidas, 60% delas moradoras de cidades do interior. Homens e mulheres, com idade superior a 16 anos, foram entrevistados entre os dias 3 e 10 de junho.

“Trata-se de um censo que confirma o que os médicos já vêm denunciando há muito tempo: a saúde não é uma prioridade de governo”, afirmou o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Ávila, em coletiva à imprensa, no dia em que os dados foram divulgados.

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