Três dos seis candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul estão com as contas da campanha eleitoral no vermelho. Reinaldo Azambuja (PSDB), Nelsinho Trad (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT) declararam ao TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral) despesas mais altas do que a arrecadação nos dois primeiros meses da disputa. O rombo chega a ser milionário, por outro lado, o trio lidera as pesquisas de intenção de voto no por não poupar gastos para chegar ao poder.
Azambuja, inclusive, ocupa o segundo lugar no ranking dos dez maiores saldos negativos nas campanhas estaduais, divulgado ontem (8) pela Folha de São Paulo - na corrida por votos, o tucano já investiu R$ 8 milhões a mais do que arrecadou (R$ 3.096.219), e só perde para Alexandre Padilha (PT), que faz campanha em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil e já gastou R$ 30,8 milhões além da arrecadação.
O candidato do PT também trabalha no vermelho. Conforme os dados do TRE, Delcídio gastou R$ 2.568.424,20 a mais do que recebeu (R$ 10.506.556,60), mesma situação de Nelsinho, que despendeu R$ 6.785.681,70 enquanto tinha disponível R$ 3.897.398,00, uma diferença de R$ 2.888.283,70.
A reportagem, de Zana Zaidan, está na edição de hoje (09) do jornal Correio do Estado.