Apesar de as denúncias de irregularidades eleitorais terem dobrado em pouco menos de 30 dias, o número continua baixo, quando comparado aos pleitos anteriores. Na avaliação de quem disputa um cargo eletivo, o fato de ser obrigatório para o eleitor se identificar ao registrar a denúncia, não sendo permitido o anonimato, pode inibir o ato de registrar atos ilícitos ou abusivos de candidatos e partidos políticos ao TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral). Outro fator seria o clima “frio” na disputa deste pleito, que desestimulou até mesmo fiscalização da população.
Para o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB), que tenta se reeleger, as regras mais rígidas impostas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fazem com que os postulantes estejam mais suscetíveis a cometer uma irregulariade. No entanto, nem isso fez com que as denúncias fossem mais frequentes. “Quanto mais regras, mais fácil fica de descumpri-las. Mas as barreiras que impedem um candidato de fazer showmícios, reuniões, geraram um desinteresse no eleitor, que nem se queixar, se queixa mais”, analisa.
O mesmo pensa o colega de bancada Carlos Marun, que, desta vez, tenta uma cadeira na Câmara dos Deputados. “É uma campanha triste em todos os sentidos. E a tristeza é silenciosa, não se ouve barulho ou uma manifestação do eleitor”, acrescenta. Na reta final da campanha, o número de denúncias feitas à Justiça Eleitoral mais que dobrou, em quase três semanas. Há cerca de um mês, havia 110 webdenúncias, agora, o número aumentou para 233.