A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul deve iniciar 2015 com um cenário de renovação. Das 24 cadeiras pertencentes ao Legislativo do Estado, a expectativa dos próprios deputados é que a metade seja ocupada por novos nomes. A outra fatia fica para os que disputam a reeleição. Já entre os oito parlamentares que representam o Estado na Câmara Federal, a aposta é que a mudança também seja significativa.
Ao todo, 435 candidatos disputam vaga no Legislativo estadual, enquanto outros 130 brigam pelo federal. Na Assembleia, sete deputados não vão tentar se reeleger, deixando as vagas em aberto, e, na Câmara, surgem outras duas, já que o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) disputa o Governo e Akira Otsubo (PMDB) optou por não concorrer.
Atualmente, a maior bancada da Assembleia fica com o PMDB, que tem seis deputados. O partido trabalha para manter este número, diz o presidente regional da sigla, o deputado estadual Júnior Mochi, que concorre à reeleição. “Devemos fazer seis e, para isso, vêm no mínimo dois novos”, afirma. O peemedebista espera que ele e os colegas de bancada Eduardo Rocha, Maurício Picarelli e Marquinhos Trad segurem a vaga e, quanto às duas novas, refere-se às deixadas por Carlos Marun, que é candidato a deputado federal, e Jerson Domingos, que não se candidatou por ser cotado para vaga no TCE (Tribunal de Contas do Estado). “Vai ter bastante gente nova, sim”, analisa o deputado.
Baixa no PT
Na bancada do PT, a segunda maior, com quatro representantes, todos tentam se reeleger - Pedro Kemp, Laerte Tetila, Amarildo Cruz e Cabo Almi. No entanto, Almi acredita que nem todos do partido consigam manter a cadeira, e espera haver pelo menos duas baixas com o resultado das eleições.
“Entre os principais nomes (do PT), talvez dois não sejam reeleitos”, opina. Na Casa de Leis, a aposta do petista é que nove novatos sejam eleitos. “Já tem sete (vagas) em aberto, mas acho que podem chegar a nove, com mais dois novos aí”.
No PSDB, a aposta é de que a bancada seja inflada e passe dos atuais três parlamentares para cinco, diz o presidente regional tucano, o deputado estadual Márcio Monteiro. “O PSDB vai crescer, sim, seguramente para quatro titulares, com a possibilidade de ter cinco”, afirma. Ele é um dos que não vão continuar, deixando uma das vagas disponíveis, já que disputa a Câmara dos Deputados.
No PR, o cenário aponta para que três deputados sejam eleitos. Paulo Corrêa concorre para manter a cadeira, enquanto Londres Machado disputa como vice-governador na chapa de Delcídio do Amaral (PT), e Arroyo também é indicado para assumir o TCE. Um nome conhecido do partido é o da vereadora Grazielle Machado, filha de Londres, designada para assumir o legado de oito mandatos do pai no Legislativo.
Nos outros cinco que fecham a composição da Casa (PT do B, PDT, PROS, DEM e PEN), sete deputados disputam a reeleição, exceto Osvane Ramos (PROS), que retirou a candidatura nos 45 do segundo tempo. Em um discurso que pegou todos de surpresa, ele alegou “traições dentro do partido” e que Delcídio, que encabeça a coligação da qual o PROS faz parte, teria garantido R$ 1 milhão para financiar a campanha, mas não teria cumprido o compromisso.