Eleito deputado federal com 91.816 mil votos, Carlos Marun (PMDB) avaliou as eleições 2014 e criticou a legislação eleitoral na noite deste domingo (5), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MS). "Tudo é proibido. Traz uma situação que foi uma eleição triste, uma eleição aos sussurros. E eleição é uma festa da democracia. Temos que flexibilizar mais essa legislação, temos que voltar a possibilidade de alguém tocar num comício", opinou. Para Marun, a legislação tende a se tornar cada vez mais restritiva e ele se considera favorável a medidas que façam o eleitor voltar a participar com ânimo das eleições. O deputado também comentou o resultado para o governo do Estado. Nelsinho Trad (PMDB) ficou em terceiro lugar, com 16,42% dos votos.
"Temos uma vitória que nos enche de satisfação, que é para o Senado, mas temos essa questão, que tem que ser avaliada. Acho que não avaliamos a eleição de 2012, não fizemos a necessária avaliação do que realmente aconteceu. Entendemos que foi uma obra do acaso a vitória do Bernal. Na verdade, não foi obra do acaso (...) Penso que vamos ter que avaliar, com maturidade, com cabeça fria, para que nós possamos novamente, na eleição de 2016, para prefeito de Campo Grande, estarmos fortes e reconquistarmos essa posição", declarou.
Marun afirmou que o partido deve começar a conversar sobre o segundo turno nesta segunda-feira (6) . "Cada dia, uma agonia. Hoje é dia de lamber ferida em relação a nossa candidatura ao governo", explicou. Segundo o deputado, tomar uma posição unida não é fácil, principalmente depois do resultado eleitoral que o PMDB teve para o governo. Ele acredita que existe a necessidade de uma forte construção para que o segundo turno não seja fator de complicação interna no partido.