Os mais de 1,8 milhão de eleitores de Mato Grosso do Sul voltam às urnas amanhã e o desafio deste pleito é reduzir as abstenções que atingiram 20,5%, o que representa 373.191 eleitores. Em pronunciamento oficial, o desembargador e presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), João Maria Lós, enfatiza que o comparecimento às urnas é determinante para legitimar as eleições. “A representatividade do candidato depende dos votos que ele obtém. Assim, quanto mais votos ele tiver, mais representativo e legítimo é o seu mandato”, afirmou.
Para se ter uma ideia, se somados os números de eleitores que não votaram mais os votos brancos e nulos, chega-se a 495.662 pessoas que deixaram de emitir sua vontade nas urnas e se abstiveram de escolher entre os candidatos propostos. Em 2010, a quantidade de pessoas que não votaram nas eleições, quando também foram eleitos presidentes e governadores, foi de 308.448. Somando-se brancos e nulos, chega-se a 442.961 eleitores.
Em 2012, nas eleições municipais, a abstenção em todo MS foi de 295.964 pessoas. Juntando esse número com a quantidade de eleitores que decidiram votar em branco ou anular, tem-se o total de 420.333. Ou seja, a eleição de 2014 em Mato Grosso do Sul é a que apresenta mais eleitores que preferiram se abster do voto ou anulá-lo, comparada aos dados dos últimos quatro anos.

A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje (25) do jornal Correio do Estado.