A indicação do deputado estadual Antônio Carlos Arroyo (PR) para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) transformou-se numa guerra política com grande possibilidade de se estender às barras da Justiça. Está acontecendo de tudo nos bastidores. Conspiração, chantagens, ameaças, pressão sobre o governador André Puccinelli (PMDB), sumiço do processo de aposentadoria, que provocou demissão de diretor, e questionamento da legalidade da decisão do presidente do Tribunal, conselheiro José Ricardo Pereira Cabral, de julgar o seu pedido de aposentadoria.
Quando tudo parecia resolvido com o projeto colocado em discussão e votação, a guerra interna ganhou, ontem (17), outro contorno com o desaparecimento do deputado Lidio Lopes (PEN). Ele pediu vistas ao projeto de indicação de Arroyo e sumiu, deixando o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), irritadíssimo.
Além de toda essa manobra, há resistência dentro do tribunal contra a indicação de Arroyo. Mas isto pode não significar muita coisa, porque o colegiado terá de acolher quem for indicado e aprovado pela Assembleia Legislativa. Porém, as articulações políticas de conselheiros, sobretudo, do futuro presidente do TCE, Waldir Neves, estão atormentando Puccinelli, Jerson e Arroyo.
A reportagem, de Zana Zaidan e Adilson Trindade, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.