Política

''limpeza''

PT fará ‘caça às bruxas’ para expulsar os traidores da campanha eleitoral 2014

Cúpula começará mapear os infiéis para que sejam banidos da legenda, segundo o presidente

Redação

24/01/2015 - 18h00

O PT de Mato Grosso do Sul está fazendo “caça às bruxas” para dar punição máxima aos infiéis partidários da eleição passada. Petistas que não fizeram campanha em favor da reeleição da presidente Dilma Rousseff ou do senador Delcídio do Amaral – então candidato a governador do Estado – estão sendo “mapeados” pelo diretório estadual que, conforme seu dirigente, o prefeito de Corumbá Paulo Duarte deverá bani-los da legenda.

Além dos “traidores” do período eleitoral, o PT também está de olho nos prefeitos da sigla que não obedeceram resolução proibindo apoio ao PSDB e DEM. O próprio ex-governador e deputado federal eleito, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, defende com veemência a “expulsão” daqueles que ousaram transgredir o veto partidário em favor da chapa de consenso na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

Porém, Duarte está mais interessado em destituir do partido os que não estiveram a favor de Delcídio e de Dilma. “O PT precisa agora discutir o processo eleitoral de seus filiados que comprovadamente não fizeram campanha pra Dilma ou Delcídio. Você não pode superar etapa que não foi resolvida. É mais grave votar no candidato da Assomasul ou naqueles que não fizeram campanha para os nossos candidatos?”, ressaltou o dirigente estadual da sigla ao afirmar em seguida que está aguardando o “mapeamento dos infiéis”. “Conversei com membros da Executiva e pedi que eles finalizassem esse levantamento. A direção estadual está fazendo esse mapeamento para podermos fazer essa discussão [de expulsão]”.

Divisão

Na direção de um partido quase que totalmente rachado, Duarte não escondeu o dilema de ter de lidar com a divisão dentro da sigla. Cansado do racha interno, o petista desabafou sobre o conflito de interesses dos correligionários. “Quero acabar com isso (crise). Já encheu o saco essa disputa que toda hora aflora”. Segundo ele, os filiados concorrem entre si por interesses eleitorais. “Muitos já estão olhando pra 2016, 2018. Acho impressionante isso. Agora tem de pensar em trabalhar”, avaliou.

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