A crise com o Legislativo somada às últimas polêmicas envolvendo o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), incluindo suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro e corrupção passiva podem tornar-se tiro de canhão em seu plano de reeleição para 2016. O ano não começou bem para o chefe do Executivo na Câmara Municipal, onde os vereadores promoveram críticas à administração em absolutamente todas as sessões realizadas desde o início dos trabalhos parlamentares no dia 02 de fevereiro.
A insatisfação se estende à população e foi manifestada por meio de muitas vaias durante inauguração da Casa da Mulher Brasileira no último dia 03. A presença da presidente da República Dilma Rousseff (PT) não intimidou os manifestantes que gritavam ‘vai embora’ ou ‘sai fora’ quando o nome de Olarte era pronunciado.
Na avaliação de alguns legisladores, o furor dos cidadãos foi agravado depois do escândalo do ‘tapa-buracos fantasma’, episódio que ganhou espaço na mídia nacional. O vídeo supostamente mostrando um buraco inexistente sendo ‘fechado’ gerou revolta nos moradores que convivem com verdadeiras erosões espalhadas pelas ruas de Campo Grande.
A reportagem de Jéssica Benitez está na edição de hoje (10) do jornal Correio do Estado.