A criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar desvio de recursos e suspeita de pagamentos de “mensalão” na antiga Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) foi publicada hoje no Diário Oficial da Assembleia Legislativa. Consta ainda que a comissão terá 120 dias para concluir os trabalhos, sendo que será composta por cinco parlamentares titulares e cinco suplentes que devem ser escolhidos nesta semana.
O deputado Junior Mochi (PMDB), presidente da Casa de Leis, determinou a publicação do Ato após confirmar terem sido cumpridas as formalidades legais e preenchidos os requisitos de admissibilidade do requerimento. "Desejo que as investigações apurem com rigor as denúncias apontadas e que seja dada total transparência aos trabalhos", destacou.
Na última quarta-feira (18) o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) apresentou um requerimento solicitando a instituição da CPI para apurar desvio de R$ 700 milhões e existência de uma folha confidencial para pagar mensalmente 35 pessoas físicas e jurídicas, configurando uma espécie de mensalão, entre os anos 2010-2015.
O parlamentar explicou que a necessidade de se constituir a CPI partiu da reunião com a cúpula da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em Brasília (DF). “Apresentei para eles documentos de uma auditoria realizada em 19 de agosto de 2013 e que apontou desvio de R$ 700 milhões na Enersul e a existência de um mensalão a 35 pessoas”.
Com a formação da Comissão Parlamentar de Inquérito, os deputados querem ter acesso a lista de nomes dos beneficiados e ainda outros documentos. “A CPI tem poder de polícia sob pena de decretar prisão daqueles que negarem a entrega de documentos solicitados”, salientou Marquinhos, quando apresentou o requerimento.
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