O relator do projeto que regulamenta os contratos de terceirização, Arthur Maia (SD-BA), disse após reunião de líderes que o Congresso votará apenas regime de urgência à proposta nesta terça. O início da discussão do texto ocorrerá nesta quarta (7). A proposta, segundo ele, será item único de todas as próximas sessões extraordinárias. O objetivo é acelerar a votação da matéria.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que "não há possibilidade de adiar" a votação do texto e que convocará quantas sessões extraordinárias “forem necessárias” para analisá-lo no plenário ainda nesta semana.
O projeto permite que empresas contratem trabalhadores terceirizados para exercer qualquer função na companhia. Atualmente esse tipo de contratação é permitida apenas para a chamada atividade-meio, e não atividade-fim da empresa. Ou seja, uma universidade particular, por exemplo, pode terceirizar serviços de limpeza e segurança, mas não contratar professores terceirizados. Pelo texto que será votado na Câmara, essa limitação não existirá mais.
Empresários e indústria defendem o projeto. O PT e alguns sindicatos são contra. Para tentar adiar a votação, Guimarães se reuniu na Câmara por duas horas com líderes da base do governo.