Diante da paralisação de professores e administrativos, que deixou 278 mil alunos sem aula, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul solicitou retirada de projeto de lei que modificava critérios para eleição de diretores em escolas estaduais. O anúncio ocorreu durante a sessão, desta quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa.
Conforme o primeiro vice-presidente, Onevan de Matos (PSDB), a retirada ocorre diante de um “governo democrático” e pode encerrar a mobilização. Servidores que ocupavam o Plenário comemoraram o fato com gritos de “trabalhador unido, jamais será vencido!”
Marquinhos Trad (PMDB) pontuou que o destino da proposta terminou em “modesto funeral”, uma vez que impedia que administrativos pudessem assumir cargo direção de escolas, além de restringir voto da comunidade em unidades de tempo integral, indígenas e do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação (Ceada).
Os professores da rede estadual de ensino, que está sem aula hoje, seguem para a Assembleia Legislativa onde acompanharão votação de projeto de Lei nº 48/2015, que altera o PL nº 3244/2006, que trata sobre as eleições de diretores.
Ainda nesta quinta-feira, a categoria votaria indicativo de greve que, se aprovada, terá início dia 21 (quinta-feira da semana que vem). A greve está relacionada ao reajuste salarial. A categoria alega que, para cumprimento da Lei Estadual, falta conceder reajuste de 10,98% que ficou pendente.
A reposição das aulas perdidas nesta quinta-feira serão feitas no próximo sábado (16) nas escolas da rede estadual.