O presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), avalia que a ausência de ações convincentes de austeridade econômica tem colocado em xeque a gestão do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP). A situação expõe o Executivo a greve de servidores, como da saúde e educação, e até mesmo pedido de processante por vereadores da oposição.
“Isso foi gerado pela falta de diálogo, encarar os problemas e traçar estratégias em conjunto. É um momento de sobrevivência, mas são necessárias ações convincentes e de credibilidade para justificar o corte de privilégios [dos servidores]”, pontuou Mario Cesar, durante sessão comunitária no Jardim Noroeste.
A CPI da Crise, nesse sentido, poderia agregar aspecto “lúdico” ao fiscalizar com mais rigor os gastos públicos e colaborar na reorganização das finanças do município, redefinindo prioridades.
Chiquinho Telles (PSD) ressaltou que os problemas não são culpa apenas desta administração, porém ela teve secretários alertados sobre problemas em janeiro que não se organizaram. “É melhor corte do que ficar sem salário e a CPI deve apurar a falta de recurso apontada pela prefeitura”.
Marcos Alex (PT) relembrou que o pedido de processante, protocolado ontem (19) pela oposição, seria complementar as investigações em curso que buscam definir o grau de comprometimento das finanças do município.
Para o petista, a investigação ainda em análise e que pode resultar na cassação de Olarte, considera muito mais que o viés econômico, mas também o moral pelo fato do prefeito ser acusado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de usar cheques em branco de terceiros e entregá-los a agiotas como revelou o Correio do Estado nos dias 10 e 11 de fevereiro.
Destituir o prefeito, no entanto, seria improdutivo conforme os peemedebistas Paulo Siufi e Loester Nunes. Isso porque impulsionaria clima de insegurança na Capital, ainda que hajam mais improvisos que planejamento na gestão que gasta neste ano R$ 5,049 milhões com comissionados.