A tensão na sessão desta terça-feira (3) da Assembleia Legislativa aumentou pouco tempo depois do início dos trabalhos, por volta das 10 horas. O representante de Reinaldo Azambuja (PSDB), deputado Rinaldo Modesto (PSDB), tentou defender o projeto que prevê aumentos de impostos na cobrança do ICMS e do ITCD e foi vaiado por todo o plenário.
Em discurso contrário aos empresários que protestam desde o início do dia na Assembleia, o deputado afirmou que Azambuja debateu os projetos com o setor empresarial e varejista e que enxugou as contas do Estado. “O governador enxugou gastos, talvez não na velocidade que queria”, disse.
Rinaldo ainda ressaltou a redução da alíquota do diesel e a diminuição na quantidade de secretarias, de 17 para 13. O deputado foi vaiado por empresários que seguiram o protesto aos gritos de“não nos representa”
A revolta no plenário é tamanha que até o deputado que fez discurso em tom favorável aos manifestantes foi vaiado. Cabo Almi (PT) ressaltou que não houve negociação com os setores e que o aumento de impostos não deve ser aprovado, o coro de vaias novamente ecoou acompanhando de gritos “fora Dilma”.
O QUE DIZEM OS DEPUTADOS
Renato Câmara (PMDB): "Não será um parecer que tenha implicação ideológica. Vamos entregar ainda essa semana".
Pedro Kemp (PT): "A pressão das entidades é legítima, pois não se aguenta mais aumento de impostos. Ela poderá influenciar na votação quando a própria base está dividida. O governo ganhou fôlego com a utilização dos R$ 1,4 bilhões dos depósitos judiciais e que possibilita rever essa proposta, além do aumento do IPVA que trará incremento na arrecadação".
Paulo Corrêa (PR): “O projeto do ICMS está pronto para a votação hoje”.Diante da necessidade de ajuste fiscal o que menos impacto trará é o do ICMS".
Maquinhos Trad (PMDB): “Vou reprimir qualquer majoração ou criação de impostos. Falta choque de gestão e condições para o diálogo existem, mas é arriscado o seguimento não acompanhar o legislativo tendo em vista que o ITCD pode ter teto ampliado a 20%. Se preparam para procurar seus senadores”.