Política

LAVA JATO

Delcídio negocia delação premiada, afirma colunista

Na segunda-feira, Procuradoria-Geral da República formalizou denúncia contra senador

Redação

08/12/2015 - 16h22

Um dia depois de ser denunciado pela Procuradoria-geral da República (PGR) pela tentativa de obstrução de investigações relacionadas à Operação Lava-Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT), preso há 13 dias, estaria iniciando as negociações para uma delação premiada. As informações são da jornalista Vera Magalhães, da coluna Radar On-line, do site da revista Veja.

Na peça, a PGR acusa o petista pelo crime de impedir e embaraçar a investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa (com pena de 3 a 8 anos) e exploração de prestígio (com penas de 1 a 5 anos).

NOVAS DENÚNCIAS

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou que Delcídio recebeu US$ 10 milhões em propina, o equivalente a quase R$ 40 milhões.

Diante de todos indícios de recebimento de propina, que dessa vez tem relação com compra de turbinas para termoelétricas envolvendo a multinacional Alstom, fica cada vez mais claro que parte da fortuna do petista deve mesmo estar fora do Brasil.

A suspeita fica ainda mais crível em razão do projeto mirabolante criado por Delcídio para repatriar dinheiro do exterior. No ano passado, inclusive, o juiz federal Odilon de Oliveira classificou o projeto do senador como incentivo a lavagem de dinheiro.

A proposta de Delcídio extingue a punibilidade dos donos dos recursos remetidos para outros países. Outro ponto polêmico é a proposta para o Estado conceder 5% de imposto para esse dinheiro repatriado, enquanto o trabalhar chega a pagar até 27,5%. O projeto ainda segue em tramitação.

O que não se sabe até agora é se o senador, quando solto, ou parentes deles terão de recorrer aos valores no exterior para se manter.

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