A situação do senador Delcídio do Amaral (PT), preso desde o dia 25 de novembro por atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, só piora. Ontem, o Portal Correio do Estado publicou revelação de que o senador estaria em depressão e durante a noite, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que Delcídio recebeu US$ 10 milhões em propina, quase R$ 40 milhões.
Com surgimento de novas denúncias, a defesa do senador tem cada vez mais dificuldades em encontrar uma saída para livrar Delcídio da detenção e das acusações.
Diante de todos indícios de recebimento de propina, que dessa vez tem relação com compra de turbinas para termoelétricas envolvendo a multinacional Alstom, fica cada vez mais claro que parte da fortuna do petista deve mesmo estar fora do Brasil.
A suspeita fica ainda mais crível em razão do projeto mirabolante criado por Delcídio para repatriar dinheiro do exterior. No ano passado, inclusive, o juiz federal Odilon de Oliveira classificou o projeto do senador como incentivo a lavagem de dinheiro.
A proposta de Delcídio extingue a punibilidade dos donos dos recursos remetidos para outros países. Outro ponto polêmico é a proposta para o Estado conceder 5% de imposto para esse dinheiro repatriado, enquanto o trabalhar chega a pagar até 27,5%. O projeto ainda segue em tramitação.
O que não se sabe até agora é se o senador, quando solto, ou parentes deles terão de recorrer aos valores no exterior para se manter.