O presidente do PT, Rui Falcão, e o deputado Paulo Teixeira defenderam nesta nesta segunda-feira (14) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceite o convite para assumir um ministério no governo Dilma Rousseff.
Após uma reunião que consumiu quase três horas no Instituto Lula, os dois defenderam publicamente a nomeação.
"Continuo defendendo que ele deva ir, independentemente da manifestação. É uma decisão difícil, tem de ser muito pensada", disse Falcão.
Embora negue que a manifestação de domingo (13) reforce os argumentos para que o ex-presidente assuma um ministério, Teixeira também defendeu sua nomeação, afirmando ser "sempre bom ter Lula por perto".
Após a reunião com Lula, Falcão classificou o protesto de domingo como "uma manifestação de rejeição à política e de combate à corrupção".
Ao comentar o "aviso prévio" do PMDB, Falcão limitou-se a dizer: "mas continua no governo". Também à saída do instituto, Paulo Teixeira repetiu que o impeachment não tem amparo legal.
O deputado reconheceu que a manifestação foi "expressiva", mas ressaltou: "da mesma maneira que teve contra Dilma, haverá favoráveis"