Integrante como titular da Comissão Especial do Impeachment, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) afirmou que defende a ampliação das denúncias apresentadas pela Câmara para a cassação de Dilma Rousseff (PT).
Em sessão realizada ontem (27), foi definido que o Senado não poderia acrescentar novas denúncias. "Se é reiteração, não é só a pedalada fiscal do plano safra. Deveríamos analisar as pedaladas em todos os programas sociais", defendeu.
Para ela, deveria ser analisado também a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e possíveis desvios de recursos da Petrobras. A senadora por Mato Grosso do Sul ligou a atual instabilidade econômica à irresponsabilidade fiscal do governo federal.
O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) também tem titularidade na comissão. Devido a morte da mãe dele ocorrida nesta semana, ele ficou afastado das sessões desde a segunda-feira (25).
PROGRAMAÇÃO
A comissão tem reunião marcada para as 15h (horário do Estado) de hoje (28). Os autores do pedido de impeachment, Miguel Reale Jr., Janaina Paschoal e Hélio Bicudo serão ouvidos nessa sessão.
Para amanhã (29), às 8h (horário de Mato Grosso do Sul), a defesa de Dilma será feita pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa também estão agendados para o mesmo dia.
O cronograma dos trabalhos na Casa ainda definiu que na segunda-feira (2), a pedido dos oposicionistas, o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Velloso, e o professor de Direito José Maurício Conti prestarão esclarecimentos.
Na terça-feira (3), por sugestão dos governistas, serão ouvidos os professores Geraldo Luiz Mascarenhas Prado e Ricardo Lodi Ribeiro, além do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcello Lavenère.
A votação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) está prevista para acontecer em 6 de maio.