Depois de mais de 16 horas de sessão, 40 dos 71 senadores que se inscreveram para discursar se posicionaram a favor do impeachment. O número é suficiente para afastar Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias. Ao todo, 78 parlamentares devem participar da votação. A maioria simples é suficiente para aprovar a admissibilidade do processo. A expectativa é de que a votação ocorra por volta das 5h.
Até às 2h10min de hoje (12), dos 57 senadores que haviam falado na tribuna, 16 parlamentares defenderam Dilma e um, Fernando Collor de Mello, não manifestou voto.
Relator e defesa
Após a manifestação dos senadores, o relator do parecer sobre o processo de impeachment, Antonio Anastasia (PSDB-MG) falará também por 15 minutos e depois o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que faz a defesa de Dilma. Anastasia é favorável a admissibilidade do processo.
Orientação de bancada
Os líderes partidários não farão o tradicional encaminhamento de votações por se tratar de um julgamento, e não da aprovação de propostas.
Votação
Os senadores votarão no painel eletrônico do Senado e não vão justificar o voto, nem falarão antes de votar. Cada senador pode votar sim, não ou se abster. Após a conclusão da votação, o painel será aberto e o resultado anunciado.
Afastamento
Se os senadores decidirem pela admissibilidade do processo de impeachment da presidente, Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado só vota em caso de empate.