A sessão final do Senado que irá definir o futuro de Dilma Rousseff (PT) começou. A expectativa era que a votação acontecesse ontem, no entanto, discursos de senadores se estenderam na madrugada e a sessão foi retomada pouco depois das 10 horas (horário de MS).
Para que a saída definitiva de Dilma e impedimento dos direitos políticos por 8 anos aconteça, pelo menos 54 dos 81 senadores precisam votar pelo "sim". A votação ocorrerá pelo painel eletrônico, mas será nominal.
No final do processo de impeachment, Dilma e Temer serão notificados da decisão dos senadores. Em seguida, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-CE), convocará a Sessão Solene, o que pode acontecer - e como quer o Planalto - logo após revelado o resultado.
Se Renan decidir seguir o modelo adotado pelo então presidente do Senado em 1992, senador Mauro Benevides, Temer deve ser recepcionado pelo peemedebista em seu gabinete e aguardar líderes para alguns cumprimentos. Depois do impeachment do então presidente Fernando Collor, seu vice e ex-presidente Itamar Franco foi acompanhado dos líderes que o “buscaram” na sala de Benevides até o Plenário da Câmara, onde são realizadas as Sessões Solenes.
Na cerimônia, o presidente do Congresso dirige algumas palavras ao presidente que será empossado. Não há até o momento previsão de discurso de Temer, que pelas regras estabelecidas, deve apenas fazer um juramento. O Planalto quer que a cerimônia seja o mais breve possível a tempo de Temer cumprir todos os compromissos agendados na viagem à China.
Acompanhe a votação ao vivo: