Política

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Michel Temer sanciona leis em favor das mulheres

Na solenidade, o presidente afirmou que o país não pode parar

Redação

12/04/2017 - 16h42
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Em meio à crise política que assola o país, o presidente Michel Temer afirmou que o governo não pode parar, se referindo indiretamente à divulgação de nomes de ministros e parlamentares que estariam envolvidos com a Operação Lava Jato. A fala presidencial foi durante ato para sancionar leis favoráveis às mulheres. 

Pelas leis sancionadas, está proibido o uso de algemas em mulheres durante ou no período pós-parto. Outra regra instituí o mês de agosto como do aleitamento materno e a garantia de acompanhamento da mãe sobre a amamentação. Um decreto garantiu um indulto especial a mulheres presas no Dia das Mães. O presidente também sancionou lei que inclui a estilista Zuzu Angel, que morreu em circunstâncias não esclarecidas durante a ditadura militar, no Livro dos Heróis da Pátria.

Durante a solenidade, Temer disse que algumas medidas de governo podem parecer "triviais", mas "são de importância extraordinária". "Aqui no Brasil, se não tomarmos cuidado, daqui a pouco achamos que o Executivo não opera, o Legislativo não opera, o Judiciário não opera. E não é assim. Quando nós criamos a repartição dos órgãos do governo foi precisamente para dar agilidade a toda a atividade pública. Cada um cumpre o seu papel", disse ele.

O presidente da República acrescentou que seu governo tem "apoio especialíssimo" do Congresso Nacional.

"Quero muito ressaltar sempre que o Executivo só funciona porque tem apoio do Congresso. Evidentemente nas eventuais divergências ou interpretações equivocadas, quem vai dar a palavra é o Judiciário. É isso que temos que prestigiar cada vez mais", afirmou. "Portanto, não podemos jamais paralisar o governo. Temos que dar sequência ao governo, dar sequencia à atividade legislativa, dar sequencia à atividade judiciária. E nesse particular, em todos os poderes, está presente a mulher. É fundamental para o desenvolvimento no país", disse. 

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