Política

denúncia

Réus na Coffee Break alegam não ter sido ouvidos pelo MPE

Ministério Público pede indenização de R$ 25 milhões dos investigados

Redação

10/06/2017 - 07h30

Os 28 réus na ação de improbidade administrativa pela Coffee Break alegaram surpresa quanto à denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) na esfera civil sem nem sequer serem ouvidos ou citados para apresentação de defesa prévia, mas ressaltaram estarem tranquilos para provarem inocência sobre o caso por falta de provas dos crimes imputados a eles.

O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, recebeu na quinta-feira (8) a denúncia da investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), por acreditar que havia elementos suficientes para dar prosseguimento ao processo.  

Agora os advogados terão 30 dias úteis para apresentar defesa. Muitos não têm ainda um representante legal, porque até o momento achavam que só havia a ação penal em andamento. Há, ainda, aqueles que questionam o procedimento. 

O ex-prefeito Nelsinho Trad Filho (PTB) disse que não teve seu direito de ampla defesa assegurado. “Não tenho nem tive oportunidade de conhecer essa ação. Fui o único que nem sequer tive a chance de ser ouvido durante a investigação."

Já o vereador Eduardo Romero (Rede) divulgou uma nota pública sobre o fato. “É importante ressaltar que a decisão do meu voto está baseada em relatórios técnicos e de modo algum foi por favorecimento”.

*Leia reportagem, de Gabriela Couto, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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