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Oposição descarta votar reforma da previdência em 2017

Oposição descarta votar <br>reforma da previdência em 2017

Redação

08/12/2017 - 18h06

O governo federal ainda vai tentar votar neste ano o primeiro turno da reforma da previdência na Câmara dos Deputados, mas o senadores da oposição consideram que nem os próprios aliados votarão neste ano ou em 2018 as mudanças nas regras de aposentadoria.

Na tentativa de assinalar para o mercado que o governo continua com a política de corte de gastos, o presidente Michel Temer passará os próximos dias articulando a votação em primeiro turno da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Para que as mudanças nas regras de aposentadoria sejam aprovadas, são necessários, no mínimo, 308 votos. Mas o Palácio do Planalto contabiliza entre 280 e 300 apoiadores.

A oposição, no entanto, considera como certa a não votação da Reforma da Previdência nos próximos dias ou em 2018, ano de eleições. A senadora Angela Portela (PDT-RR) argumentou que Michel Temer não tem mais o que negociar com os deputados depois de ter ser livrado do pedido de impeachment.

Ela citou ainda que apenas o PMDB fechou questão em favor da reforma, ou seja, decidiu punir os deputados que não votarem pelas mudanças nas regras da aposentadoria.

"Então, o governo fracassou na tentativa de aprovar a Reforma da Previdência ainda neste ano. O que é muito bom para todos nós da oposição. Isso mostra que os partidos da base estão percebendo também a alta rejeição que esta reforma tem no seio da sociedade", analisou a senadora.

O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR) acredita que em duas semanas Temer conseguirá os 308 votos na Câmara para aprovar neste ano a Reforma da Previdência. "Eu acredito que sim. O governo está atuando. Tem melhorado muito o ambiente na Câmara. A imprensa também está defendendo a Reforma da Previdência porque está entendendo como deve ser feito. Acho que é um processo que está em andamento, mas de forma muito positiva."

Entre as mudanças, está a idade mínima de 62 anos, no caso das mulheres, e de 65, no caso dos homens, para se aposentarem após 25 anos de contribuição.

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