O vereador Eduardo Romero (Rede) negou que tenha contratado funcionários fantasmas e disse em sua defesa que agiu conforme a legislação permitiu e ambos os funcionários prestaram grande serviço à sociedade. Ele, o chefe de seu gabinete e os dois servidores citados foram acusados pelo Ministério Público Estadual.
O parlamentar municipal ainda destacou que que entende o papel do Ministério Público em investigar, mas os dois funcionários mencionados no processo prestaram serviços de forma legal. “Um dos funcionários que atuou arquiteto participou de grandes projetos como a de instalação de guard rails e a lei que isenta de IPTU imóveis e terrenos atingidos por alagamentos. O outro funcionário atuou como mobilizador de bairro, um representante do mandato direto com a comunidade, que trazia demandas da população e atuou em mobilizações como nossas prestações de contas”, finalizou.
Denúncia
Segundo a denúncia do promotor Humberto Lapa Ferri, da 31ª Promotoria do Patrimônio Público e Social, os funcionários seriam um arquiteto, que durante o período que figurou como assessor do vereador cumpriu também expediente em uma empresa privada e um gerente comercial, cunhado de Romero, que é acusado de não comparecer para trabalhar na Câmara.
Em seu pedido, além da condenação do vereador, Ferri pede também penas para o chefe de seu gabinete, o arquiteto e o gerente comercial, todos por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e lesão ao erário. O valor da ação foi fixado em R$ 33,5 mil.