A tempestade que provocou destelhamento e queda de árvores em Bandeirantes na quinta-feira (27) deixou duas escolas estaduais em situação difícil para o retorno das atividades escolares e quanto aos preparativos para as eleições que acontecerão no próximo final de semana (7 de outubro).
Segundo informações da Defesa Civil municipal, o prédio mais atingido é o da Escola Estadual Ernesto Solon Borges que teve o telhado de eternite quase que totalmente comprometido. Até uma sala que terminou de ser construída e coberta com telhas de cerâmica sofreu danos.
Conforme apuração da equipe do Correio do Estado, a preocupação da direção é de que os reparos não sejam concluídos até o dia da votação, marcado para 7 de outubro.
"Nossa escola contabiliza o maior número de zonas eleitorais da cidade, 11 de um total de 34. Hoje não houve aula e aguardamos levantamento dos estragos para saber a dimensão do prejuízo e dos serviços necessários", argumenta o diretor da instituição, Afonso Celso Nunes da Cunha.
A escola soma 600 alunos matriculados e reformou em 2012 o telhamento. "Perdemos toda reforma do telhado, sem contar a sala recém construída que foi coberta com telha de cerâmica e também teve danos. Toda benfeitoria foi embora com a ventania", lamenta.
Na Escola Estadual João Ribeiro Guimarães também foram registrados estragos, mas, em menor escala. Nas demais instituições, duas escolas municipais, duas rurais e no Centro de Educação Infantil não houve danos materiais.
De acordo com a Defesa Civil do município, ainda não foi possível mensurar o valor do prejuízo, no entanto, as 150 famílias atingidas estão recebendo apoio da administração pública. Além disso, uma equipe da Cruz Vermelha foi até o local para auxiliar os desabrigados.