Política

ELEIÇÕES 2018

"Não aceito resultado diferente da minha eleição", afirma Bolsonaro

"Não aceito resultado diferente da minha eleição", afirma Bolsonaro

Redação

28/09/2018 - 21h00
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O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) declarou nesta sexta-feira (28) que não aceita um resultado das eleições que não seja a sua vitória. Ele disse isso em entrevista ao programa de televisão Brasil Urgente.

"Não posso falar pelos comandantes [militares]. Pelo que vejo nas ruas, não aceito resultado diferente da minha eleição", disse o candidato, que deu a entrevista em seu quarto no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde está internado desde o começo do mês após sofrer um ataque a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Segundo Bolsonaro, a única possibilidade de vitória do PT viria pela "fraude". O candidato tem afirmado, e repetiu nesta sexta, que as urnas eletrônicas brasileiras estão sujeitas a fraudes que podem prejudicar a sua campanha, que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto. Ele também disse que tem desconfiança de "profissionais dentro do Tribunal Superior Eleitoral".

"Em 2015, eu aprovei o voto impresso, mas o Supremo derrubou. Não temos como auditar o resultado disso. A suspeição estará no ar. Se você ver como eu sou tratado na rua e como os outros são tratados, você não vai acreditar. A diferença é enorme", completou.

Colocado diante de um cenário de possível vitória do PT, Bolsonaro afirmou que acredita que as Forças Armadas não tomariam a iniciativa de contestar o resultado. No entanto, ele diz que elas não tolerariam erros do partido que tem Fernando Haddad como seu presidenciável.

"O que vejo nas instituições militares é que não tomariam iniciativa. Mas na primeira falta, poderia acontecer [uma reação] com o PT errando, sim. Nós, das Formas Armadas, somos avalistas da Constituição. Não existe democracia sem Forças Armadas", afirmou.

Na entrevista, o candidato também foi incisivo em suas críticas ao seu candidato a vice, general Hamilton Mourão (PRTB). Ao comentar falas do general que geraram controvérsia nos últimos dias, Bolsonaro disse que pediu para que Mourão ficasse "quieto" porque "estava atrapalhando".

"Não concordo [com as falas de Mourão]. Ele falou que o 13º salário é uma jabuticaba. Outros países têm [direitos] parecidos. Divirjo, lógico. Disse no Twitter que é cláusula pétrea, não pode mexer nem por proposta de emenda à Constituição. Disse também que demonstra desconhecer a Constituição. Falei para ele ficar quieto porque está atrapalhando", disse Bolsonaro, que acrescentou que "um vice geralmente não apita nada, mas atrapalha muito".

O presidenciável disse que, por recomendação médica, não sairá de casa até o dia 10 de outubro. Sendo assim, mesmo que tenha alta do hospital neste final de semana, como programado, ele não participará dos debates antes da realização do primeiro turno, marcado para o dia 7.

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